January 2008

Danish museum in talks to buy controversial Prophet cartoons

The Royal Library in Copenhagen is attempting to buy controversial cartoons of the Prophet Muhammad, but says it will not make them available for the public for at least 10 years.

Hermitage enlists Rem Koolhaas to revamp displays

Russia's State Hermitage Museum has called on star architect Rem Koolhaas to help revamp art displays inside the famed St. Petersburg cultural landmark, according to several reports.

Prairie artist Joe Fafard celebrated with National Gallery exhibit

A way of communicating with the public is how Saskatchewan sculptor Joe Fafard characterizes his artwork, a major retrospective of which is set to open at the National Gallery of Canada.

People, Work With Me Here

This is a cry for help. No, really. Our groovy little unit, Unit Interactive, is awash in cool projects and we need a world-class designer/developer to join our team. If this describes you and you're in the Dallas area Metroplex, please keep reading and heed the clarion call!

Bem-estar justificado

A contribuição do design para a qualidade de vida.

Sabe aquela sensação que dá quando estamos satisfeitos com alguma coisa? É tão bom... mas dura pouco! Quando atingimos a plenitude e nada mais nos falta, a primeira providência que tomamos é negá-la. Sempre falta algum detalhe, algo que ficou por ser feito e que continua nos requisitando. Mas claro: viver é fazer.

Bem-estar não é um estado que se atinge quando cessam os desejos, mas sim uma busca. Quem vive bem, vive bem porque pode experimentar e descobrir o que é viver bem. Se existisse uma receita pronta para uma boa vida que servisse a todos, o socialismo teria dado certo. Na verdade, um dos fatores que mantém o capitalismo funcionando em nossa sociedade é sua capacidade de produzir bens de consumo diversificados em abundância, adequando-se razoavelmente a diferentes estilos de vida dos consumidores.

O design surgiu, precisamente, quando o capitalismo atingia seu ápice de abundância e a concorrência, inevitavelmente, tinha que acontecer em outra arena. Uma saída encontrada por algumas indústrias foi a diversificação da linha de produtos, trabalhando com públicos menores, porém fiéis. O design entrava com a melhoria da qualidade do produto, um diferencial que permitia elevar seus preços. A referência inicial eram valores universais como os ideais clássicos de harmonia, o conceito de “boa forma” da Gestalt, a adaptação dos produtos às medidas corporais da média da população e etc.

Essa estratégia universalista durou enquanto os consumidores estavam satisfeitos em se identificarem com “a massa”. A partir dos anos 60, o burburinho provocado pelo contato entre culturas promovido pela rede de transportes e comunicação, as pessoas passaram a procurar estilos de vida próprios, procurando uma mistura que as tornassem únicas no mundo todo. Difícil definir o que era bem-estar para essas pessoas, já que cada uma pensava diferente. Alguns queriam paz e amor, outros só pensavam em fama e dinheiro...

No final do século XX, o contato intercultural se tornou familiar. As pessoas já conversavam na mesa do jantar como era viver no socialismo soviético ou na tecnocracia japonesa. Ao invés de criticar, as pessoas tentavam entender as diferenças, afinal de contas, os outros povos também eram humanos e cidadãos do mesmo mundo. As viagens turísticas para o exterior adquiriram outra conotação: era uma forma de aprender como outras pessoas conseguiam viver bem em situações completamente diferentes às que o viajante considerava boas em sua própia cultura.

O bem-estar hoje é considerado relativo, entretanto, as pessoas concordam em uma coisa: bom mesmo é poder experimentar. O desejo dos consumidores por novas sensações, novas experiências, novos estilos de vida, tem levado o design a abstrair seus objetos de trabalho. A forma dos produtos parecem cada vez mais sugerir as experiências que se pretendem a proporcionar. Os designers chegam a cogitar se o que estariam projetando não seria a própria experiência do produto. Se a experiência é projetável ou não, o fato é que ela é só mais uma tentativa na busca do indivíduo pelo bem-estar dentro de seu estilo de vida próprio. O design, para os consumidores, não define o que é bem-estar mas é um caminho.

Este artigo foi publicado originalmente na Revista Design do website da Tramontina Design Colletion
Vi no Usabilidoido

A insustentável leveza da simplicidade

O que parece ser simples, é na verdade complexo.

A simplicidade está na moda... de novo. Após o conturbado final do século XX, salpicado de rupturas tecnológicas e ameaças apocalípticas, as pessoas estão procurando conciliar o que o presente nos oferece com o que o passado tinha de bom. “Antigamente tudo era tão mais simples...” dizem uns. Entretanto, ninguém quer nem pode se desfazer dos novos confortos e voltar ao passado. Os produtos que fazem mais sucesso no momento são os que recuperam a simplicidade sem perder a sofisticação.

Parece um paradoxo, algo impossível de acontecer, simplicidade e sofisticação estarem num mesmo lugar, no mesmo objeto. Mas é real: empresas como a Apple e Google  estão chamando a atenção do mundo pelo fino equilíbrio entre essas qualidades. A Google saiu do fundo de uma garagem para se tornar uma das maiores empresas do mundo em menos de 10 anos graças à simplicidade de sua página e à sofisticação de seu mecanismo de busca. Só é preciso digitar uma palavra e apertar um botão para ter acesso a milhares de informações espalhadas na Web. A complexidade fica por conta do sistema, que realiza operações mirabolantes para indicar à pessoa as páginas mais relevantes.

Mas a simplicidade tem um preço: a simplicidade esconde mais do que revela. Olhamos para um objeto ou uma pessoa simples e pensamos: “puxa vida, gostaria de ser como aquela pessoa” ou “ter o que ela tem”. O que não sabemos é que ser simples não é simples. Um sábio indiano certa vez escreveu que o segredo da felicidade é “vida simples, pensamento elevado”. Tento aplicar isso em minha vida, mas é tão difícil... O problema é que, em nossa sociedade atual, a vida é muito complicada. Temos que desempenhar diversos papéis sociais, vivenciar dramas, equilibrar conhecimento, economia e prazer numa agenda sempre lotada!

A simplicidade está na moda porque a complexidade impera. A cada momento, multiplicam-se em progressão geométrica as coisas que precisamos conhecer, relacionar e interagir para sobreviver. Definitivamente, não damos conta de tudo. Quando aparece um deserto nesse mar de oásis, ficamos embasbacados, pensando como é possível que ninguém sacou antes que poderia ser simples assim? Esse efeito estarrecedor da simplicidade é pura ilusão. Na miragem, o iPod parece uma caixa com um botão, uma rodinha e um display que é a solução para as demandas de consumo de música do indivíduo. Desmistificada a elegância da simplicidade, percebemos que ao invés de solucionar qualquer coisa, o iPod complexifica ainda mais a vida das pessoas. Agora temos que escolher não uma dentre 10 músicas do Discman, mas uma dentre 5.000!

A última versão do iPod, agora com monitor sensível ao toque, comporta menos músicas, mas faz um monte de outras coisas: funciona como agenda, calculadora e navegador de Internet. Na verdade, a Apple aproveitou o sucesso do iPhone e fez uma versão sem telefone: o iPod Touch. Para quem já tinha um iPod anterior e acompanhou o lançamento do iPhone, ele parece tão simples quanto o primeiro iPod. Agora, para quem está de fora dessa cultura, ele é uma quimera tão assustadora quanto o programador de gravação do videocassete. Como diz John Maeda em seu livro As Leis da Simplicidade, “o conhecimento faz tudo mais simples”, logo a simplicidade não é universal: para alguns é simples, para outros, não.

É por tudo isso que não concordo quando alguém evoca o velho bordão do design cunhado pelo arquiteto Mies van der Rohe na escola Bauhaus: “menos é mais!” Eu pergunto: menos é mais para quem? Van der Rohe usava ela para aludir à racionalização extrema de recursos: usar o mínimo de material para obter o máximo de eficiência de uso. O modernismo almejava a padronização do cotidiano segundo leis de bem-estar pretensamente universais. Hoje em dia, ninguém acredita que isso seja possível, no entanto continua-se a repetir que “menos é mais”. É porque a frase adquiriu um novo sentido. Diante de tamanha abundância de produtos e tecnologia, oferecer menos é um diferencial de mercado, ou seja, destaca o produto. Hoje, menos é diferente, não é mais. Se fosse mais, as pessoas pediriam menos produtos, menos funcionalidades, menos consumo, mas não é o que se observa na prática: as pessoas querem sempre mais e mais! Menos é menos e mais e mais; não dá pra correlacionar quantidade com qualidade.

Assim como o protagonista do romance A Insustentável Leveza do Ser sente o peso do comprometimento com a liberdade quando se envolve com uma mulher, nós sentimos o peso da simplicidade quando sua complexidade inerente se desvela. Negar a complexidade é tapar o sol com a peneira: o caos se alastra inevitavelmente. Entretanto, precisamos crer em simples ideais para sobreviver ao caos que nos consome em nossa sociedade atual.

Nota: a idéia desse artigo é problematizar a visão simplista que se tem da relação entre simplicidade e complexidade, manifesta, por exemplo, na excelente (porém simplista) palestra do meu amigo Horácio Soares. O primeiro artigo que encontrei que me fez repensar a empolgação com a simplicidade foi o questionamento sobre a pretensa simplicidade do Google de Donald Norman. Depois, o contato com os projetos explorando os prazeres complicados dos seres-humanos no Royal College of Art me convenceram de vez a ser mais crítico a respeito dessa questão.

Artigo a ser publicado na Revista Design do website da Tramontina Design Collection.

Vi no Usabilidoido também! rs

Cultura = Design

Havaianas: clichê ou tendência?

Design é, por vezes, usado como sinônimo de novidade, de criatividade, de inovação, de vanguarda. Porém, quão capaz é o design de trazer o novo? A sociedade teme e rejeita movimentos que propõem mudanças radicais, como o Movimento dos Sem-Terra, o Hackerismo e o Punk, enquanto endeusa as mudanças propostas pelo Design, mudanças que não ameaçam o status quo, senão que o reforçam. É por isso que o Design segue tendências e não escapa dos clichês.

Mas, nem tudo é reprodução cultural no Design. Por mais que rejeitem o papel de artistas, designers não abdicam da marca autoral. Para competir no mercado, designers precisam chamar a atenção para si, mesmo que seja apenas em seu portifólio. Reivindicam o reconhecimento de um estilo pessoal, uma linha particular que distinga seus trabalhos dos demais. Ao invés de suprimir, empresas astutas capitalizam em cima do estilo, agregando o mesmo à sua marca. Por essa brecha, as organizações encontram espaço para propor mudanças e se atualizar perante à sociedade.

As organizações são conservadoras porque sua função é precisamente manter o status quo. Podem ter como objetivo a mudança de entidades externas, mas nunca a sua própria mudança. Por isso, a mudança parte do indivíduo, mas depende da incorporação pelas organizações para que se estabeleça como novo status quo.

No Design, não são apenas designers capazes de propor mudanças. Na verdade, quem tem maior liberdade são os consumidores. Eles podem criar e recriar produtos independente do parecer das organizações. As Havaianas são um caso clássico. Chinelo de baixo custo, era associado à classe de baixa renda, que não teria condições de comprar calçados melhores. Como tática de diferenciação, algumas pessoas viravam ao contrário os solados, deixando a superfície branca característica para baixo. Essa prática se reproduziu por muitos anos, até que o designer José Marcos da Silva propôs a Havaianas Top, em diversas cores e sem a superfície branca. Resultado: sucesso absoluto de vendas e magnífica revalorização da marca.

Hoje, as Havaianas são exportadas para 80 países do mundo e vestidas em desfiles da mais alta moda. O que era clichê, virou tendência graças ao Design. A criatividade e inovação do consumidor foi incorporada numa estratégia de branding brilhante e óbvia ao mesmo tempo: é óbvio que o consumidor queria sandálias diferentes, mas é brilhante a forma como o desejo foi atentido. Os comerciais de TV, os pontos-de-venda e a forma do produto estavam todos muito bem alinhados.

Apesar da magnitude, a mudança não foi assim tão radical. A classe de baixa renda  continua usando o chinelo azul e branco, enquanto os mais abastados usam chinelos diferentes. Se o Design tivesse proposto o contrário ou algo radicalmente diferente, nem a organização, nem os consumidores iriam aceitar. A "Avaiana de Pau", animação que circula na Internet há alguns anos, foi criada pelos irmãos Piologo com o objetivo de satirizar a violência doméstica contra crianças, mas foi percebida por algumas pessoas como uma apologia à violência.
 O que se espera do Design, em nossa sociedade, é justamente a reprodução cultural, ou seja, a adaptação de produtos às necessidades das organizações e dos consumidores. Conscientes disso, designers propõem mudanças graduais. Raymond Loewy, um dos primeiros designers assumidos, almejava o paradigma Most Advanced Yet Acceptable (o mais avançado ainda aceitável). Ao invés de reproduzir, designers – e também consumidores – podem refratar: transformar o velho em novo através de pequenas mudanças.
Artigo a ser publicado na Revista Design do website da Tramontina Design Collection.
Vi no Usabilidoido

Zmiana w czytelności bloga

Postanowiłem zająć się aspektem czytelnośći Weboholica. Przy okazji pisania artykułu o Listach zamiast Divach zauważyłem że kod xhtml zupełnie nie odróżnia się na blogu od CSS. Tak samo jest z artykułami dla linuxa które nie są wogóle czytelne.

Specjalnie dla Was legenda:

Kod xHTML i podobne

Kod CSS

Kod Java

Komendy linuxowe i argumenty (przeplatane dwoma kolorami)

Treści do wklejenia

Zapraszam do komentowania, jestem ciekawy co o tym myślicie?

gruselig …the curch of the future

church-02.jpg

Irgendwie gruseliger Experimentalfilm / the church of the future / by Javier Morales and John Michael Boling / gesehen bei robotsluvme auf flickr .... der übrigens coole Bilder hat!

Display - Posto Avançado Omni Log

display.jpgDesenvolvimento de Display Expositor para a empresa Omni Log. Esse display está presente em férias e eventos e serve como um Posto Avançado para atendimento de clientes e fornecedores da empresa.

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